15 de Abril de luta: Magistério constrói Marcha e protesto em Aracaju

Ontem, quarta-feira, dia 15 de abril, é um dia de luta em todo o Brasil. Em Brasília, aconteceu a Conferência da Classe Trabalhadora (Conclat) e a marcha de luta pela redução da jornada de trabalho sem redução salarial, o fim da escala 6×1, o combate ao feminicídio, o enfrentamento à pejotização, o fortalecimento das negociações coletivas e a regulamentação do trabalho por aplicativos.

Em Sergipe, aconteceu paralisação das professoras e professores das redes estaduais e municipais de ensino, protesto no Calçadão da João Pessoa, em Aracaju, organizado pelo SINTESE, além da 4ª Marcha do Magistério Público Municipal de Aracaju, realizada pelo SINDIPEMA, ambos sindicatos filiados à Central Única dos Trabalhadores (CUT-SE).

A luta do magistério é decorrente da 27ª Semana Nacional em Defesa e Promoção da Educação Pública, realizada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), que traz como tema central ‘Educação, Democracia, Sustentabilidade e Soberania’.

O presidente do SINTESE e presidente da CUT-SE, Roberto Silva, estava no ato do Calçadão da João Pessoa e defendeu, em todos os municípios de Sergipe, o pagamento do piso do magistério na Carreira ressaltando a importância de uma vitória judicial recente do SINTESE.

“Agora não tem saída, os prefeitos, as prefeitas, o Estado de Sergipe têm que garantir a Carreira e tem que garantir o piso do magistério. Nós precisamos continuar esta luta pelo piso e pela Carreira porque é o que nos valoriza enquanto profissionais da educação que leva para os filhos e filhas da classe trabalhadora o conhecimento”, declarou Roberto Silva.

A Marcha do Magistério de Aracaju saiu da sede do SINDIPEMA até a Prefeitura de Aracaju ao som do Descidão dos Quilombolas. No percurso, lideranças sindicais dialogaram com a população de Aracaju mostrando a realidade enfrentada por professoras e professores nas salas de aula.

“Nós estamos trazendo as nossas pautas locais para as ruas. Exigir a nossa valorização, não só com relação ao piso salarial, mas em relação as condições de trabalho que precisam melhorar muito no atendimento do público alvo da educação, principalmente no que diz respeito à educação especial, este é um cenário que está adoecendo a nossa categoria, e não podemos esperar a educação colapsar”, declarou Obanshe Severo, presidente do SINDIPEMA e dirigente da CUT-SE.

CONCLAT 2026-2030

Em Brasília, a Conferência da Classe Trabalhadora (Conclat 2026-2030) aprovou a pauta da classe trabalhadora que serve como orientador para as eleições de 2026.

Entre os eixos principais do documento estão:

  • Fim da escala 6×1
  • Redução da jornada sem redução salarial
  • Regulamentação do trabalho por aplicativos
  • Combate à pejotização
  • Fortalecimento das negociações coletivas
  • Direito de negociação para servidores públicos
  • Combate à violência contra as mulheres

A pauta da classe trabalhadora foi entregue ao Governo Federal um dia após o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva encaminhar ao Congresso Nacional o projeto que prevê o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho sem redução salarial.

Por Iracema Corso – Foto: Roberto Parizotti