No Dia Internacional do Trabalhador e da Trabalhadora, dia 1º de Maio, as centrais sindicais, movimentos sociais, partidos políticos, movimento estudantil realizam ato público político e cultural. A concentração será às 8h da manhã, na Praça José Andrade Góis, no 18 do Forte e a Marcha da Classe Trabalhadora seguirá em direção ao Bairro Industrial.
O 1º de maio levanta a bandeira contra o caos da falta de água em Sergipe desde a privatização da água. Mais de 900 mil sergipanos têm convivido com constante falta desse item indispensável para a sobrevivência.
Os problemas vividos hoje no que diz respeito a água desde a privatização da DESO foram colocados pelo movimento sindical desde que se iniciou o processo de venda de parte da empresa estadual. Aumento de taxas, falta de água para as necessidades básicas;
A falta de manutenção da estrutura que fornece água para a casa dos sergipanos se deve as mais de 600 demissões ocorridas. Para economizar dinheiro, a Iguá desativou a equipe de manutenção especializada que percorria diariamente as adutoras para detectar problemas e corrigi-los em tempo.
Passamos, então, da manutenção preventiva para os serviços corretivos, somente quando o problema estoura, como aconteceu com o rompimento da adutora do São Francisco, que deixou praticamente toda a capital sem água no feriado de 21 de abril e, em alguns bairros, perdura até hoje.
Água é um bem essencial à vida e não pode ser tratada como mercadoria. Por isso a luta contra a privatização da água em Sergipe não poderia deixar de estar presente nas reivindicações do dia 1º de Maio, Dia Internacional do Trabalhador, pois é a classe trabalhadora que está sofrendo diariamente com este problema.
No governo de Fábio Mitidieri, a privatização não arruinou apenas o abastecimento de água, mas também atinge a assistência em saúde e a educação pública. Por isso, neste 1º de Maio é preciso dizer: CHEGA DE PRIVATIZAÇÃO DO SERVIÇO PÚBLICO!
Pelo fim da escola 6×1 sem redução de salário
Outra das reivindicações da classe trabalhadora brasileira é o fim da escola 6×1 sem redução de salário. É preciso que os trabalhadores e trabalhadoras tenham vida além do trabalho para se dedicar a outras atividades e até mesmo às sua famílias. É totalmente possível trabalhar numa escola 5×2 sem que haja uma “quebra na economia”.
A luta da classe trabalhadora é feminista e combate o feminicídio e todos os casos de violências contra as mulheres. Neste 1º de maio, a classe trabalhadora ocupa as ruas: Pela redução da jornada de trabalho, o fim da Escala 6×1, sem redução de salários, pelo enfrentamento à pejotização e pelo fortalecimento das negociações coletivas e a regulamentação do trabalho por aplicativos.
Texto e foto Iracema Corso