PRÊMIO EDSON LUÍS RECONHECE LIDERANÇAS ESTUDANTIS E REFORÇA IMPORTÂNCIA DO MOVIMENTO ESTUDANTIL EM SE

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Em celebração ao Dia do Estudante, comemorado em 11 de agosto, o Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal de Sergipe (DCE/UFS) realizou, na noite desta quinta-feira (20), a entrega do Prêmio Edson Luís a lideranças que se destacam pela atuação e contribuição ao movimento estudantil.

O evento reconheceu jovens que atuam cotidianamente na organização, representação e defesa dos direitos da comunidade estudantil, reafirmando a importância da organização coletiva na defesa da educação, da democracia e dos direitos sociais.

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A homenagem leva o nome de Edson Luís de Lima Souto, estudante secundarista de 18 anos assassinado por policiais militares em 1968, que virou símbolo da resistência do movimento estudantil e da luta contra a violência e a repressão da ditadura militar no Brasil.

A solenidade integrou as atividades em alusão ao Dia do Estudante e reuniu diferentes gerações e representações do movimento estudantil, incluindo representantes de centros e diretórios acadêmicos da UFS, do Instituto Federal de Sergipe e de grêmios escolares.

Para o presidente do DCE/UFS, Fábio Henrique de Souza, a premiação também é uma oportunidade para reconhecer quem constrói diariamente a história do movimento estudantil. Segundo ele, o momento vai além de uma homenagem e valoriza o trabalho de estudantes. “O Dia do Estudante é extremamente importante para a gente lembrar a história do movimento estudantil no nosso país, mas também para homenagear quem escreve essa história no dia a dia. São estudantes que estão na linha de frente, construindo a representação estudantil e defendendo também o nosso país”, destacou Fábio.

O presidente do DCE ressaltou ainda que os centros acadêmicos e diretórios estudantis são espaços fundamentais para o fortalecimento da democracia e para o enfrentamento das diferentes formas de violência. “É um trabalho importante e transformador, que transforma a sociedade e também transforma o indivíduo, trazendo formação política e cidadã”, afirmou.

Entre os presentes esteve o vereador e candidato a deputado estadual Camilo Daniel, que parabenizou o DCE pela realização da homenagem e destacou o simbolismo de levar o nome de Edson Luiz. Camilo relembrou a trajetória histórica do movimento estudantil brasileiro e a sua participação em momentos decisivos para o país.

“O movimento estudantil foi fundamental para a defesa da democracia, da soberania nacional e para as grandes conquistas do nosso país. E talvez hoje esteja diante de um dos maiores desafios da sua história: fortalecer a democracia e, principalmente, defender a soberania nacional, num cenário de graves ameacaa à nossa soberania”, afirmou Camilo.

O parlamentar também ressaltou a expansão vivida pela Universidade Federal de Sergipe nos últimos anos e defendeu a importância de preservar os investimentos e as políticas públicas voltadas à educação.

Também presente ao evento, o deputado federal e candidato à reeleição João Daniel. Ele destacou o papel histórico da juventude na construção das transformações sociais e defendeu o fortalecimento da organização estudantil.

“Nenhuma mudança na história da humanidade, nem do Brasil, se fez sem a participação da juventude. O Brasil precisa, mais do que nunca, de uma juventude forte, ativa, que estude, compreenda, lute e organize um projeto de soberania para o país”, afirmou o deputado.

João Daniel também parabenizou o DCE pela iniciativa e colocou o mandato à disposição das pautas defendidas pela comunidade estudantil. “Temos a obrigação de estar ao lado da juventude e da classe trabalhadora. A luta social, política e a organização são fundamentais para construir as transformações que o nosso país precisa”, completou.

Reconhecimento e incentivo à permanência

Uma das homenageadas da noite, a presidente do Centro Acadêmico de Letras Estrangeiras, Gabriela Bigi, destacou a importância do reconhecimento para quem dedica parte da vida à atuação em entidades estudantis. Para ela, a homenagem reforça a disposição dos jovens de permanecerem na universidade e na luta coletiva.

“Esse momento faz a gente querer permanecer. Não é só um momento de felicitação. Para quem está aqui dentro e vive o dia a dia da universidade, ser reconhecido faz diferença. É especial levantar a cabeça de manhã e decidir fazer alguma coisa que possa fazer a diferença na sociedade”, afirmou.

Gabriela também destacou que os centros acadêmicos e demais entidades estudantis exercem um papel que vai além da defesa de pautas específicas, contribuindo para uma formação mais ampla dos estudantes.

“O movimento estudantil ajuda a manter viva a chama da resistência e faz com que a universidade seja um espaço não apenas de formação profissional, mas também de formação humana e social. Você aprende muito nesse caminho e se torna um cidadão mais preparado para intervir na sociedade”, concluiu.

Texto e foto Débora Zoe – foto assessoria

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Fonte: Faxaju