Na Alese contra abandonos de transtornos que parecem só existir em setembro

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Fábio Henrique

O transtorno mental é hoje o grande mal silencioso da nossa sociedade. Muito trabalho vem sendo feito e ainda precisamos do suporte que venho reforçando em campanha para as crises mais graves de saúde nesse sentido.

Na Alese contra abandonos de transtornos que parecem só existir em setembro

A ansiedade e a depressão são duas situações que chegam nas vidas de tantos sem um motivo definido. O pior é que também não escolhem classe social, mas o tratamento, assim como o dos demais transtornos, ainda escolhe. Quem tem dinheiro paga o melhor acompanhamento em consultas e sessões particulares que não saem por menos de duzentos ou trezentos reais. Quem não tem, espera. E, por diversas vezes, tem sido prejudicial demais.

Quero deixar uma coisa bem clara: nunca defendi e nem vou defender aqui trazer de volta manicômio nenhum. Muito pelo contrário.

O Brasil lutou por décadas para acabar com esse modelo desumano de pessoas trancadas, esquecidas e isoladas da própria família. A Lei nº 10.216 é fruto dessa luta e eu respeito profundamente cada avanço nesse sentido.

O que defendo aqui é o fortalecimento de uma política que já existe: a criação e ampliação de leitos de saúde mental, como aqueles dentro dos hospitais gerais. Não são prisões. São vagas de retaguarda, com médicos e equipes multidisciplinares para estabilizar quem está em crise grave e, depois, devolver a pessoa que precisou para o cuidado contínuo nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), perto de casa e de quem se ama.

Sergipe tem 44 CAPS espalhados pelo estado, e isso é uma conquista que precisa ser reconhecida. O problema se evidencia ainda quando a crise é grave demais para o CAPS dar conta sozinho. É aí que a conta não fecha: hoje, apenas o Hospital São José conta com uma maior porta de urgência psiquiátrica para todo o estado.

Não dá para continuar assim. Precisamos trabalhar com recursos e inteligência. E meu compromisso, que venho defendendo tanto antes do Setembro Amarelo entrar novamente em pauta, é que, na Alese, destinemos nossas emendas parlamentares e façamos nossa articulação política para ampliar leitos de retaguarda em Sergipe com estrutura hospitalar, fortalecendo a rede dos CAPS e organizando para que o Estado atenda, cada vez melhor, quem mais precisa.

Essa é uma questão de dignidade da qual nunca abrirei mão. Cuidar de quem sofre em silêncio é dever nosso. E, com o pé no chão, sem prometer milagres, vamos elevar a saúde mental à prioridade que ela precisa alcançar em todo o Sergipe.

Texto e foto assessoria

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Fonte: Faxaju