32º Grito dos Excluídos conquistou espaço e levou pautas sociais ao 7 de Setembro

32º Grito dos Excluídos conquistou espaço e levou pautas sociais ao 7 de Setembro reúne informações importantes e ajuda a entender os principais pontos da notícia.

‘Vida em Primeiro Lugar! Na Defesa da Terra, da Paz e da Moradia, Erguemos a voz: Mulheres Vivas e Soberania” foi o tema que levou o movimento sindical e os movimentos sociais de Sergipe a construírem, com o 32º Grito dos Excluídos e das Excluídas, uma caminhada de luta em meio ao desfile do 7 de setembro em Aracaju, na Avenida Barão de Maruim.

Ao longo do trajeto, a secretária de Relações do Trabalho da CUT, a professora Josivania, falou sobre a importância da luta pelo fim da escala 6×1, da redução da jornada de trabalho sem redução salarial.

32º Grito dos Excluídos conquistou espaço e levou pautas sociais ao 7 de Setembro

“Nós, mulheres, não temos nem direito a um dia de folga. Aos domingos estamos cuidando da casa, dos filhos, preparando a vida de todos para começar na segunda-feira tudo de novo. É urgentíssima a necessidade do fim da escala 6×1 sem redução salarial. Mas a gente só vai conseguir conquistar a redução da jornada de trabalho se a gente tiver um Congresso que vote em favor do povo e que vote em favor do trabalhador”, observou a professora Josi.

A questão da falta de água em Sergipe foi denunciada por vários dirigentes sindicais. A professora Vanda Bispo contou que o Conjunto João Alves estava a 3 dias sem água e por isso teve que viajar até a Barra dos Coqueiros para tomar banho antes de chegar no protesto do Grito dos Excluídos

A professora Josi acrescentou que trabalha em uma escola no município de Nossa Senhora do Socorro que ficou 1 mês sem água, prejudicando totalmente as aulas e toda a comunidade escolar. “A água é um bem essencial. O acesso à água e o saneamento devem ser públicos. Esse é um assunto importante demais para ser entregue à iniciativa privada”, protestou a professora Josi.

O professor Paulo Lira criticou o projeto político que é conivente com o extermínio do jovem negro que vive na periferia da cidade e não tem propostas contra o extermínio da população LGBTQIAPN+.

“O Brasil que queremos é um Brasil que preserve a vida, que preserve o meio ambiente. Não aceitamos mais o Brasil da escala 6×1. Queremos redução da jornada de trabalho sem redução salarial. Não aceitamos o negacionismo, o retrocesso machista. Por isso estamos aqui juntos, juntas e juntes na luta por um Brasil sem exclusão”, discursou o professor Paulo Lira.

A Federação dos Servidores Públicos Municipais do Estado de Sergipe (Fetam/SE) esteve presente na manifestação, levando para as ruas a voz dos(as) trabalhadores(as) do serviço público municipal. A entidade participou da mobilização ao lado de representantes do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Poço Verde (Sindserv-Poço Verde), Sindicato dos Agentes Comunitários de Saúde de Itabaiana (SINDACSEI), Sindicato dos Servidores Públicos Municipais da Barra dos Coqueiros (Sindibarra) e do Sindicato dos Profissionais do Ensino de Aracaju (Sindipema).

. Acesse o link e leia a matéria da Fetam Sergipe.

Texto e foto Iracema Corso

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Fonte: Faxaju