ALESSANDRO ACOMPANHA JULGAMENTO SOBRE MORAES NO SENADO E COBRA INVESTIGAÇÃO SOBRE RELAÇÃO COM VORCARO

ALESSANDRO ACOMPANHA JULGAMENTO SOBRE MORAES NO SENADO E COBRA INVESTIGAÇÃO SOBRE RELAÇÃO COM VORCARO reúne informações importantes e ajuda a entender os principais pontos da notícia.

O senador Delegado Alessandro Vieira (MDB/SE) acompanha nesta terça-feira (15), no Senado Federal, a sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) que analisa relação entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Ao lado de parlamentares que defendem a abertura de investigação sobre o caso, Alessandro participa da mobilização realizada na Comissão de Direitos Humanos (CDH), que abriu espaço para que os senadores acompanhassem juntos a sessão do Supremo.

A atuação de Alessandro no caso não começou agora. Ainda em 2019, nos primeiros meses de seu mandato, o senador apresentou pedido de impeachment contra Alexandre de Moraes e Dias Toffoli e protocolou requerimento para a instalação da chamada CPI da Toga, que acabou não sendo instalada. Sete anos depois, Alessandro volta a cobrar do Senado uma investigação sobre as relações entre ministros do STF e Daniel Vorcaro.

ALESSANDRO ACOMPANHA JULGAMENTO SOBRE MORAES NO SENADO E COBRA INVESTIGAÇÃO SOBRE RELAÇÃO COM VORCARO

“Tenho a consciência muito tranquila de que minha parte cumpri a cada instante como Senador da República pelo Estado de Sergipe”, afirmou Alessandro durante a sessão da CDH. Segundo ele, há atualmente um novo pedido de CPI, com 40 assinaturas, para apurar a relação entre Vorcaro e ministros do Supremo, entre eles Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.

O senador também anunciou que pretende recorrer novamente ao Judiciário para cobrar a instalação da comissão, que, segundo ele, permanece sem andamento na Presidência do Senado. “Acho que nós temos que esgotar todas as possibilidades que a legislação nos permite. Todas”, declarou.

Para Alessandro, o ponto central do julgamento desta terça-feira é saber se existem elementos que justifiquem uma investigação formal. O senador fez questão de diferenciar a defesa da apuração de qualquer antecipação de culpa. “Não se está julgando nem condenando o Ministro Alexandre de Moraes; está se discutindo se é possível investigar o Ministro Alexandre de Moraes”, afirmou.

Na avaliação do senador, a investigação deve alcançar todos os fatos relevantes e seguir o mesmo princípio para qualquer autoridade. “O que estamos defendendo é investigação, é justiça e lei igual para todo mundo”, disse Alessandro, ao defender que o Senado exerça suas atribuições diante das suspeitas que envolvem integrantes das mais altas instituições do país.

Alessandro também relacionou o episódio ao que considera um problema mais amplo de infiltração do crime organizado nas estruturas de poder. “É uma infiltração profunda do crime organizado, e crime organizado não é só pobre armado em favela, o Brasil tem que entender isso de uma vez por todas. É essa infiltração do crime organizado que chega às mais altas cortes. Tudo isso já estava apontado no relatório da CPI do Crime Organizado e é exatamente o que está sendo discutido agora”, apontou Alessandro.

Durante a sessão, o senador ainda criticou a demora do Senado em exercer os instrumentos de fiscalização previstos na Constituição. Ao defender a abertura da CPI, lembrou que o pedido permanece sem resposta e afirmou que a Casa precisa utilizar todos os mecanismos institucionais disponíveis. “Essa Casa não pode fugir da sua responsabilidade. A Constituição é sábia. Não foi à toa que a Constituição abriu para a gente a possibilidade do processamento de impeachment”, declarou.

A mobilização desta terça-feira ocorreu depois que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, não autorizou o pedido de sessão extraordinária apresentado por Alessandro para acompanhar o julgamento. Diante disso, a Comissão de Direitos Humanos, presidida pela senadora Damares Alves (Republicanos/DF), abriu a sessão para que os parlamentares acompanhassem a análise do STF diretamente do Senado.

O senador Alessandro também se manifestou sobre o início do julgamento e criticou os vazamentos de informações envolvendo outros ministros do Supremo. Para o senador, fatos relevantes relacionados a qualquer autoridade precisam ser investigados, assim como eventuais tentativas de interferir no julgamento. “Todo fato relevante que diga respeito a qualquer autoridade deve ser objeto de investigação criteriosa, inclusive o próprio vazamento que objetiva interferir em julgamento colegiado”.

Ao longo da sessão, Alessandro voltou a defender que o Senado cumpra seu papel institucional e utilize os instrumentos previstos em lei para esclarecer os fatos. Para ele, diante da ausência de resposta às iniciativas apresentadas, caberá também à população avaliar a atuação de cada parlamentar. “Aquilo que nós não conseguirmos resolver, o eleitor vai resolver daqui a menos de 20 dias. Porque a covardia não merece voto. A cumplicidade não merece voto”, destacou.

Ascom Alessandro Vieira – Foto Saulo Cruz Agência Senado

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Fonte: Faxaju