Que tipo de senador temos que levar para Brasília?, escreve Elton Coelho traz detalhes relevantes sobre o assunto e contextualiza o tema para os leitores.
Elton Coelho*
Faço parte da equipe que acompanha de perto a campanha de Edvaldo Nogueira, PDT, ao Senado Federal e isso me colocou em contato direto com algo que dificilmente se resume em uma frase de efeito: a forma como as pessoas, em diferentes bairros de Aracaju, associam o nome dele às mudanças concretas na própria rotina.

Acompanhei, como sergipano, pessoa da Comunicação e agente público, todos os mandatos de Edvaldo Nogueira à frente da Prefeitura de Aracaju, dois fragmentados entre 2006 e 2012 e dois inteiriços entre 2017 e 2024. Nesse período, vi uma cidade sendo tratada como prioridade, não como discurso. Sem mimimi!
Os números dos feitos de Edvaldo ajudam a explicar essa receptividade. Só na última gestão, foram 200 obras entregues em todas as regiões da cidade, um investimento de R$ 1,26 bilhão que passou por 31 bairros, da Zona Norte à Zona de Expansão, atravessando a Zona Sul e a região Central. Foram cerca de 469 quilômetros de ruas e avenidas recuperados e toda a iluminação pública modernizada com tecnologia LED.
Chama atenção também a capacidade que Edvaldo teve em buscar recursos fora do orçamento municipal quando era preciso. Negociações com o Novo Banco de Desenvolvimento e com o BID trouxeram mais de US$ 100 milhões, somados às contrapartidas municipais, para viabilizar obras que uma cidade sozinha dificilmente entrega: a avenida Perimetral Oeste, interligando Aracaju a Nossa Senhora do Socorro, a construção de 484 casas populares no Lamarão e mais de 1.300 no Residencial Mangabeiras.
E mais: a infraestrutura da Avenida Euclides Figueiredo, que encerrou décadas de sofrimento de moradores em período chuvoso e a primeira Maternidade Pública Municipal da cidade, a Lourdes Nogueira. Há também um detalhe pouco comum em gestões públicas: ao final do mandato, R$ 608 milhões já estavam assegurados em caixa para garantir a conclusão de 32 obras em andamento, entre elas 11 escolas, sem interrupção. Isso é planejamento financeiro levado a sério do primeiro ao último dia.
Quem acompanhou o início dessa trajetória, lembra também da parceria com Marcelo Déda, quando Edvaldo foi vice-prefeito entre 2000 e 2006, e da urgência que marcou sua primeira gestão à frente da Prefeitura, entre 2006 e 2012. Foram 1.080 famílias retiradas de palafitas na Coroa do Meio e 626 casas novas construídas para recebê-las.
O Bairro 17 de Março nasceu praticamente do zero para reassentar famílias que viviam em encostas de risco, no Morro do Avião, na Prainha, no Arrozal, resultando em mais de 1.600 moradias regularizadas ao longo dos anos – hoje é uma realidade de moradia bem amalgamada à geografia aracajuana. Foi nesse período que Aracaju ganhou o Viaduto Jornalista Carvalho Déda, obra que até hoje beneficia diretamente milhares de pessoas que cruzam o Distrito Industrial todos os dias.
Esse conjunto de obras não seguiu apenas critérios técnicos, mas também um esforço deliberado de corrigir desigualdades históricas na distribuição de investimentos pela cidade. Foram 76 praças entregues ou reformadas, além de unidades de saúde, Cras, Creas e escolas erguidas em bairros que o poder público, por muito tempo, deixou em segundo plano.
Administrar uma capital – ainda mais nova e em formação, como Aracaju – exige lidar todos os dias com orçamento, contratos internacionais, prazos e prestação de contas, sem perder de vista quem depende de cada decisão. É esse tipo de experiência, testada ao longo de quatro mandatos, que Sergipe pode levar para o Senado.
Por isso, quando acompanho Edvaldo Nogueira nas ruas durante a campanha ao Senado Federal, percebo uma receptividade que vai além do nome. As pessoas reconhecem a rua que foi pavimentada, a casa que foi construída, o viaduto que encurtou o caminho até o trabalho, a praça onde os filhos aprenderam a andar de bicicleta.
Esse reconhecimento nasceu de inúmeras entregas, obra por obra, bairro por bairro, de norte a sul da cidade. Também no interior do Estado a constatação é a mesma: “Foi o maior prefeito que Aracaju já teve”, diz o povo, convertendo essa constatação em dito popular.
Como alguém que também está na estrada da política, entendo o valor de uma trajetória em que o resultado já está na paisagem, sem precisar de muita explicação. O que Edvaldo fez por Aracaju é hoje parte da vida de quem mora aqui. E é esse tipo de compromisso, comprovado ao longo de anos, que Sergipe pode levar em conta ao pensar em quem enviar para Brasília.
*É jornalista, ex-secretário de Comunicação de Aracaju, Japaratuba e São Cristóvão, bacharel em História e pós-Graduado em Planejamento e Gestão do Turismo.
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Fonte: Faxaju