Concerto Xêro da Terra abre Festival SE Mapping na Praça Fausto Cardoso, em Aracaju

O Governo de Sergipe, por meio da Fundação de Cultura e Arte Aperipê (Funcap), abriu, na noite desta sexta-feira, 20, o Festival SE Mapping, na Praça Fausto Cardoso, no Centro de Aracaju, dentro da programação do Verão Sergipe. A cerimônia institucional foi destinada, principalmente, a autoridades, gestores públicos, imprensa, influenciadores, artistas e apreciadores da Orquestra Sinfônica de Sergipe (Orsse), marcando o início do primeiro festival de videomapping do estado.

Inspirado em festivais internacionais de projeção mapeada, o SE Mapping transforma o Centro Histórico em uma experiência cultural imersiva, ao projetar obras audiovisuais nas fachadas de prédios históricos, em diálogo com a música, a arquitetura e a memória da cidade. Com programação gratuita, o evento reúne artistas e VJs de diferentes regiões do país e de Sergipe, feira de economia criativa e ações formativas, fortalecendo a ocupação cultural do espaço público.

Para o presidente da Funcap, Gustavo Paixão, o festival inaugura um novo formato de encontro entre arte, tecnologia e patrimônio no calendário cultural do estado. “O SE Mapping é um encontro de cores, luz, música, economia criativa e inovação que ocupa a Praça Fausto Cardoso e o Centro Histórico com novas experiências para a população. Trouxemos uma referência que já é sucesso em Salvador e adaptamos para Sergipe com a nossa cara, com atrações musicais 100% sergipanas e VJs de vários estados que estudaram a nossa cultura para projetá-la nas fachadas históricas. A ideia é que esta primeira edição se consolide no calendário do Verão Sergipe e possa, no futuro, chegar também a outras cidades do interior, sempre como um festival aberto, gratuito e pensado para toda a família”, afirmou.

A idealizadora do projeto, Lívia Cunha, destacou que a abertura institucional foi pensada como um primeiro movimento de apresentação do formato ao público convidado e de conexão com o restante da programação do fim de semana. “O SE Mapping é uma celebração da sergipanidade através da arte e tecnologia. Hoje aqui na abertura a gente fez um encontro entre a música clássica, a música popular, acompanhado de visuais incríveis. A programação foi pensada com muito carinho, bem diversa, para toda a família e o melhor, tudo de graça”, contou.

Feira criativa e intervenções artísticas

A programação teve início com a abertura da feira de economia criativa e gastronomia, que reúne expositores locais e empreendedores da cadeia da cultura e da alimentação. Também foram inauguradas as instalações e intervenções artísticas que ocupam o entorno da praça, apresentando trabalhos como ‘Digital Landscape’, de Homem Gaiola (MG), ‘ACASO SURREAL 3’, de Kelly Pires (SP) com Festa das Luzes (SC), ‘Fausto Iluminado’, de MartinZ (BA), ‘Versos Quebrados’, de VJ Dexter (BA), e ‘Banana Cósmica’, de Zéh Palito (SP).

Marcando o ato de abertura, a Orquestra Sinfônica de Sergipe apresentou o concerto inédito ‘Xêro da Terra’, sob regência do maestro Daniel Nery, enquanto as projeções ao vivo da artista visual Letícia Pantoja tomavam a fachada do Palácio Museu Olímpio Campos. O repertório do concerto foi construído a partir de referências à história de Aracaju e de Sergipe, mesclando diferentes universos musicais em diálogo com as imagens projetadas.

Para o regente do concerto, o maestro Daniel Nery, o programa buscou valorizar a produção de compositores sergipanos e criar um percurso que refletisse a diversidade cultural do estado. “Estamos na semana de aniversário da cidade e essa história será contada através de música. Desde o início da colonização, a mudança total do destino de Sergipe com a Quinta Sinfonia de Beethoven, a Sinfonia do Destino, depois de Oscar Lorenzo Fernandez, o Batuque, que trata da música negra, da influência da música negra, e depois as valsas compostas em Sergipe no século 19, por exemplo, a valsa Raquel, e depois a música nordestina como toda, e é claro, a música sergipana. Então, toda essa história é uma narrativa que encontra a arquitetura e o patrimônio imaterial através da música”, avaliou.

Responsável pelas projeções visuais do concerto, a artista Letícia Pantoja explicou que a criação das imagens partiu de pesquisas sobre o patrimônio, a paisagem e as festas populares sergipanas, traduzidas em camadas de luz e textura sobre a fachada do Palácio, criando uma narrativa visual. “Ao longo de uma hora e vinte de espetáculos, eu vou passar por toda a história de Sergipe, desde a chegada dos portugueses, o encontro com a população indígena, com os povos originários, toda a africanidade que chegou e somou na cultura sergipana. Eu criei os visuais baseado numa profunda pesquisa por tudo que compõe a sergipanidade e é uma alegria apresentar para o público hoje”, explicou a artista.

Experiência do público

Ao longo da noite, o público convidado pôde circular pela feira, acompanhar as instalações, assistir ao concerto sinfônico e experimentar o videomapping em diferentes pontos da praça.

De São Paulo, a professora de teclado Teresa Criscuolo, que mora em Aracaju há 30 anos, viu o evento como uma forma de se conectar ainda mais com a sergipanidade. “A programação está linda, com estrutura, artes gráficas e projeções fascinantes. É impressionante como esse evento traduz bem a beleza e cultura presente no estado. Espero comparecer nos outros dias”, disse.

Programação segue no fim de semana

Após a abertura institucional, o Festival SE Mapping segue com programação aberta ao público no sábado e no domingo, 21 e 22 de março, sempre com acesso gratuito. Entre os destaques estão os passeios guiados ‘Rolê Ará’ pelo Rio Sergipe e pelo Centro Histórico, coreto sonoro com DJs, feira de economia criativa e gastronomia, mostra nacional de videomapping com obras de artistas sergipanos e de outros estados, apresentações dos grupos de cultura popular Parafusos (Lagarto) e São Gonçalo da Mussuca (Laranjeiras), além de shows de Pedro Lua e da banda The Baggios.

Sobre o SE Mapping

O SE Mapping é uma realização do Governo de Sergipe, por meio da Fundação de Cultura e Arte Aperipê (Funcap), e integra o calendário do Verão Sergipe.

O evento conta com a participação da Secretaria de Estado da Comunicação Social (Secom), da Secretaria de Estado da Assistência Social, Inclusão e Cidadania (Seasic), da Secretaria Especial da Cultura (Secult), da Secretaria de Estado do Trabalho, Emprego e Empreendedorismo (Seteem) e da Secretaria de Estado do Turismo (Setur).

O festival é idealizado e produzido pela Baluart Produtora e pela Agência Ilimitado, conta com o patrocínio da Iguá Sergipe, apoio da Energisa e parceria com o SSA Mapping.

Foto: Igor Matias