O Festival SE Mapping, promovido pelo Governo de Sergipe neste fim de semana, também se destacou pelo compromisso com a inclusão e acessibilidade durante os três dias de programação na Praça Fausto Cardoso, no Centro de Aracaju. Com formato inédito no estado, o evento realizado por meio da Fundação de Cultura e Arte Aperipê (Funcap), integrou a programação do Verão Sergipe 2026 e reuniu atividades que buscaram garantir o acesso democrático à cultura.
Transformando as fachadas de prédios históricos em telas para projeções audiovisuais, o evento foi pensado para ser vivenciado por diferentes públicos. Ao integrar tecnologia, arte e patrimônio, o festival também buscou garantir que todos pudessem participar da experiência de forma plena, respeitando as diversas formas de percepção e interação com a cultura.
Entre as ações implementadas, o festival contou com intérprete de Libras e audiodescrição, assegurando que pessoas com deficiência pudessem acompanhar as apresentações artísticas, projeções e demais atividades.
A secretária de Estado da Assistência Social, Inclusão e Cidadania, Érica Mitidieri, destacou a importância de iniciativas que priorizam a acessibilidade em eventos públicos. “Quando falamos em inclusão, estamos falando de garantir que todas as pessoas tenham o direito de participar, de viver e de sentir a cultura. A acessibilidade não pode ser um complemento, ela precisa estar no centro do planejamento de qualquer ação. Eventos como o SE Mapping mostram que é possível promover experiências culturais inovadoras e, ao mesmo tempo, assegurar respeito, autonomia e dignidade para todos”, afirmou.
A presença de profissionais especializados em acessibilidade também foi fundamental para garantir a inclusão durante o evento, ampliando a compreensão das atividades e promovendo a participação ativa do público.
Para a intérprete de Libras Tayná Mota, responsável pela acessibilidade comunicacional do evento, a iniciativa representa um avanço importante na inclusão cultural, reunindo uma equipe especializada e diferentes recursos voltados ao público. “O evento conta com intérpretes de Libras, audiodescrição com profissional e auxiliar para os passeios guiados, além de um consultor surdo, que criou o sinal oficial do festival a partir de um estudo. É muito importante promover esse movimento, ainda mais por ser algo inédito no estado, garantindo acesso à comunidade surda e a todos os públicos PCDs”, destacou.
Público aprova
A estrutura acessível e a proposta inclusiva do festival foram reconhecidas pelo público, que destacou a importância de iniciativas que garantam a participação de todos nos espaços culturais. O casal Marcilene e Liliane Rocha participou do evento acompanhado do filho Yan Caetano e da avó, Serenilda Rocha, de 80 anos. Vindas da Bahia e morando há pouco tempo em Aracaju, elas destacaram a experiência positiva no festival, especialmente em relação à acessibilidade.
Liliane ressaltou a importância da estrutura oferecida para receber toda a família. “A gente chegou há pouco tempo em Aracaju e ficou muito feliz em participar de um evento assim. A estrutura está muito boa e acessível, o que faz toda a diferença para a gente poder vir com a família completa e aproveitar com tranquilidade”, comentou.
Já dona Serenilda, que é cadeirante, falou com entusiasmo sobre a experiência. “Eu adoro participar desses eventos. Está tudo muito bonito e bem organizado, consegui aproveitar direitinho. Fico muito feliz de poder estar aqui”, disse.
Sobre o SE Mapping
O SE Mapping é uma realização do Governo de Sergipe, por meio da Fundação de Cultura e Arte Aperipê (Funcap), e integra o calendário do Verão Sergipe.
O evento conta com a participação da Secretaria de Estado da Comunicação Social (Secom), da Secretaria de Estado da Assistência Social, Inclusão e Cidadania (Seasic), da Secretaria Especial da Cultura (Secult), da Secretaria de Estado do Trabalho, Emprego e Empreendedorismo (Seteem) e da Secretaria de Estado do Turismo (Setur).
O festival é idealizado e produzido pela Baluart Produtora e pela Agência Ilimitado, conta com o patrocínio da Iguá Sergipe, apoio da Energisa e parceria com o SSA Mapping.
Foto: Julia Rodrigues