GOVERNO DE SERGIPE REFORÇA O MONITORAMENTO E AS AÇÕES PREVENTIVAS PARA O PERÍODO CHUVOSO NO ESTADO destaca informações centrais do caso e amplia a compreensão sobre o tema.
Com a chegada do período mais chuvoso do ano em Sergipe, o Governo do Estado intensifica as ações de monitoramento, prevenção e resposta para minimizar os impactos provocados pelas chuvas no território. O trabalho envolve atuação integrada de diversos órgãos, a exemplo da Defesa Civil estadual, da Secretaria de Estado do Meio Ambiente, Sustentabilidade e Ações Climáticas (Semac), além de órgãos municipais e instituições estratégicas, com foco na proteção da população, no acompanhamento das barragens e na emissão de alertas preventivos.
Segundo a meteorologista da Semac, Wanda Tathyana de Castro, o período compreendido entre abril e julho exige atenção redobrada por conta da possibilidade de alagamentos, enchentes, deslizamentos e outros transtornos provocados pelas chuvas intensas. “Esse é o período em que mais chove no litoral do Nordeste. Dependendo das condições atmosféricas e do aquecimento do Oceano Atlântico, as chuvas podem ultrapassar a média histórica”, explicou.

De acordo com a meteorologista, a previsão climática atual indica chuvas dentro da normalidade para o período, embora exista possibilidade de episódios mais intensos em função das mudanças nas condições oceânicas e atmosféricas. O acompanhamento meteorológico é realizado de forma contínua, 24 horas por dia, por meio de imagens de satélite, modelos meteorológicos e dados compartilhados com órgãos estaduais e federais.
As informações produzidas pela Semac são encaminhadas diariamente à Defesa Civil estadual, fortalecendo a integração entre os órgãos e permitindo maior rapidez na emissão de alertas e na adoção de medidas preventivas. “O monitoramento é permanente. Os boletins meteorológicos são enviados para a Defesa Civil do Estado e para a Defesa Civil Nacional, justamente para que as equipes possam atuar antecipadamente diante de qualquer cenário de risco”, destacou Wanda.
Prevenção
A preparação para o período chuvoso começa antes mesmo da intensificação das chuvas. De acordo com o subsecretário adjunto da Defesa Civil estadual, tenente-coronel Silvio Prado, uma das principais iniciativas para o planejamento do período é a realização do Seminário das Chuvas, promovido em abril, em parceria com o Ministério Público de Sergipe, reunindo coordenadores municipais de Defesa Civil de mais de 80% dos municípios sergipanos. “O seminário teve justamente o objetivo de orientar os municípios sobre como se preparar melhor para esse período. Apresentamos previsões meteorológicas, orientações sobre planos de contingência, mapeamento de áreas de risco e estratégias de resposta aos desastres”, afirmou.
Segundo ele, o trabalho da Defesa Civil ocorre de forma integrada com diversos órgãos estaduais e municipais, incluindo assistência social, secretarias de obras e trânsito, além do Corpo de Bombeiros.
Durante o encontro, foram discutidas previsões meteorológicas, estratégias de prevenção, elaboração de planos de contingência e ações de resposta aos desastres. “Nós apresentamos aos municípios um modelo de plano de contingência para auxiliar na organização das ações locais. A Defesa Civil do Estado possui um plano estadual, enquanto cada município precisa ter o seu plano municipal, definindo atribuições e responsabilidades de cada órgão em emergências”, explicou.
Os planos de contingência funcionam como instrumentos fundamentais para garantir respostas rápidas e coordenadas em ocorrências relacionadas às chuvas, envolvendo áreas como assistência social, obras, trânsito e saúde pública. “A Defesa Civil não atua sozinha. Ela funciona de forma integrada com diversos órgãos. Quando há necessidade de retirar famílias de áreas de risco, por exemplo, a assistência social precisa estar preparada para acolher essas pessoas. Da mesma forma, secretarias de obras, trânsito e demais órgãos têm funções específicas dentro do sistema de proteção e defesa civil”, pontuou o tenente-coronel.
Segundo o subsecretário, o trabalho da Defesa Civil é baseado em cinco eixos principais: prevenção, preparação, mitigação, resposta e recuperação. Entre as medidas preventivas recomendadas aos municípios estão limpeza de canais, manutenção da drenagem urbana e acompanhamento constante das áreas vulneráveis.
A atuação integrada também envolve o Comitê de Gerenciamento de Crise, instituído em 2023, responsável por discutir estratégias de prevenção, monitoramento, mitigação e resposta rápida diante de ocorrências provocadas pelas chuvas.
Monitoramento de barragens
Outro eixo estratégico das ações do Governo do Estado é o acompanhamento das barragens. Atualmente, Sergipe possui 15 grandes barragens enquadradas na Política Nacional de Segurança de Barragens. Entre as barragens monitoradas pela Semac estão Sindicalista Jaime Umbelino de Sousa (Barragem do Poxim), Governador João Alves Filho, Jabiberi, Governador Dionísio Machado, Jacarecica I e Jacarecica II.
O gerente de Gestão e Segurança Hídrica da Semac, João Carlos Rocha, explicou que as barragens são acompanhadas por meio de vistorias técnicas periódicas, relatórios de inspeção e análise diária dos níveis de água. “A Semac atua como órgão fiscalizador da política de segurança de barragens. Os empreendedores, como Deso, Coderse e Dnocs, são responsáveis pela manutenção estrutural das barragens e precisam encaminhar relatórios periódicos de vistoria para análise do Estado”, ressaltou.
Segundo João Carlos, os relatórios de vistoria permitem identificar possíveis anomalias estruturais, necessidades de manutenção e condições operacionais das barragens, garantindo maior segurança às estruturas hidráulicas do estado.
Entre os principais pontos acompanhados está o funcionamento dos vertedouros, estruturas responsáveis pelo escoamento seguro da água excedente acumulada nos reservatórios. “O vertedouro é essencial para a segurança da barragem. Ele é justamente a estrutura projetada para permitir a passagem do excesso de água, sem que ela ultrapasse o corpo da barragem, evitando erosões e riscos estruturais”, apontou.
Atualmente, a barragem Sindicalista Jaime Umbelino de Sousa, localizada em São Cristóvão, opera com cerca de quatro metros abaixo do nível do vertedouro, estratégia utilizada para garantir o chamado ‘volume de espera’, permitindo absorver grandes volumes de água durante chuvas intensas. “Esse espaço é importante porque possibilita que a barragem retenha parte da água das chuvas mais fortes, reduzindo impactos em áreas urbanas localizadas abaixo da barragem”, destacou João Carlos.
Além das vistorias técnicas, a Semac disponibiliza também a plataforma digital ‘SERhidro Barragens’, sistema que permite acompanhar diariamente os níveis e volumes das barragens monitoradas, classificando as estruturas em situações de normalidade, atenção, alerta ou emergência.
Integração
As informações do sistema são compartilhadas com a Defesa Civil estadual, fortalecendo o trabalho integrado de acompanhamento e resposta rápida diante de possíveis ocorrências. “A integração entre Semac e Defesa Civil é fundamental. A partir do monitoramento meteorológico e dos níveis das barragens, conseguimos antecipar cenários de risco e orientar os municípios com mais rapidez”, afirmou João Carlos.
A Defesa Civil estadual também realiza acompanhamento em tempo real das chuvas por meio de pluviômetros instalados em 50 municípios sergipanos. Quando há previsão de chuvas intensas, alertas preventivos são enviados à população e às Defesas Civis municipais. “Nós monitoramos diariamente as previsões meteorológicas e, quando identificamos risco de chuva intensa, já emitimos alertas antecipados para a população e para as Defesas Civis municipais. A partir daí, acompanhamos em tempo real o volume de chuva e possíveis ocorrências”, explicou Silvio Prado.
Orientações
Entre as principais preocupações neste período estão alagamentos, transbordamentos de rios, deslizamentos e ocorrências em passagens molhadas. Segundo Silvio Prado, muitos acidentes graves registrados nos últimos anos ocorreram após tentativas de travessia em áreas encobertas pela água. “A orientação é nunca atravessar passagens molhadas ou áreas alagadas. Muitas vezes, o condutor não consegue visualizar as condições da via e acaba sendo levado pela correnteza”, alertou.
A Defesa Civil também orienta a população a evitar áreas de risco durante chuvas intensas, não permanecer sob árvores ou estruturas metálicas em caso de ventos fortes e descargas elétricas, além de acompanhar os alertas emitidos pelos órgãos oficiais.
Para receber alertas preventivos da Defesa Civil estadual, a população pode se cadastrar gratuitamente enviando o CEP da localidade por SMS para o número 40199. Em situações de emergência, os contatos podem ser feitos pelos números 199, onde disponível, ou 193, do Corpo de Bombeiros.
Foto : Erick O’Hara
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Fonte: Faxaju