Parlamentar solicita ao MEC explicações sobre critérios de avaliação da redação, possíveis mudanças recentes e uso de notas de diferentes edições do exame
A deputada federal Delegada Katarina (PSD/SE), terceira-secretária da Câmara dos Deputados, protocolou um requerimento de informação ao Ministério da Educação (MEC) solicitando esclarecimentos sobre os critérios de correção da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), eventuais alterações recentes nesses parâmetros e a utilização de notas de diferentes edições do exame no Sistema de Seleção Unificada (SISU), cujos resultados foram divulgados em janeiro.
No documento, protocolado na quinta-feira, 4, a parlamentar pede detalhamento sobre os parâmetros oficiais de correção, a existência de mudanças recentes e se essas alterações foram devidamente publicizadas em manuais ou documentos acessíveis a estudantes e professores. O requerimento também questiona quais mecanismos de padronização, controle e revisão são utilizados para garantir justiça e coerência na avaliação das redações.
“Há muitos estudantes que se sentem injustiçados em razão das últimas mudanças no ENEM. Em 2025, surgiram dúvidas e críticas sobre a correção das redações e sobre as regras do SISU, que permitem o uso de notas de até três edições do exame. Os estudantes relatam falta de clareza nas correções da banca. Qualquer mudança nos critérios precisa ser pública e transparente”, afirmou.
A deputada também solicita informações sobre como os estudantes podem compreender de forma clara os motivos das notas recebidas e se há registros de aumento de reclamações ou inconformidades em relação às correções.
“Milhares de jovens dependem do ENEM e do SISU para acessar o ensino superior. Quando surgem dúvidas sobre critérios de correção ou mudanças nas regras, é dever do MEC trazer explicações. Educação exige transparência, previsibilidade e justiça, e é isso que eu busco com esse requerimento”, explicou.
O texto ainda aborda a decisão de permitir, no SISU 2025, o uso de notas de até três edições diferentes do ENEM. Delegada Katarina questiona a fundamentação técnica e pedagógica dessa medida, a realização de estudos sobre impactos da Teoria de Resposta ao Item (TRI) na comparação entre provas de anos distintos e as ações adotadas para evitar distorções ou injustiças entre candidatos.
“Meu requerimento não é contra o exame, é a favor dos estudantes. Queremos garantir que todos concorram em condições claras e isonômicas, portanto, qualquer mudança nos parâmetros de correção precisa ser pública e transparente. Nenhum estudante pode ser prejudicado pela falta de transparência”, finalizou a parlamentar.
Texto e foto: Valter Lima