Educação inclusiva começa pelo direito à linguagem, defende Fábio Henrique em visita ao Ipaese traz detalhes relevantes sobre o assunto e contextualiza o tema para os leitores.
Mais do que aprender a se comunicar, toda criança precisa ter acesso à linguagem para se desenvolver nos pensamentos, compreender o mundo e construir sua autonomia. Essa é uma das principais premissas que pautaram nesta quarta, 5, a visita do comunicador Fábio Henrique ao Instituto Pedagógico de Apoio à Educação do Surdo de Sergipe (Ipaese), localizado na Rua Tenente Wendel, em Aracaju.
Reconhecido como referência na educação bilíngue de estudantes surdos, o Ipaese apresentou sua estrutura e os projetos desenvolvidos com crianças e adolescentes. Durante a visita, Fábio conheceu de perto a rotina dos alunos, arriscou os primeiros sinais em Língua Brasileira de Sinais (Libras) e participou de momentos de descontração, como uma partida de totó com os jovens atendidos.

Inclusão que alcança as famílias
Um dos pontos de destaque apresentados pela equipe do Ipaese é a extensão do aprendizado para o núcleo familiar. A instituição oferece cursos gratuitos de Libras para pais, mães, irmãos e tios dos alunos, garantindo que o diálogo dentro de casa seja pleno.
“Oferecemos esse curso de forma gratuita para as famílias para que elas consigam ter uma comunicação clara com seus filhos e parentes. Pai, mãe, irmão ou tio podem vir aqui aprender Libras, o que transforma a convivência”, explicou Nathalia, representante do Ipaese.
A instituição também disponibiliza turmas de Libras para a comunidade externa, formato que ajuda a arrecadar recursos para custear as despesas operacionais da entidade, que é sem fins lucrativos.
Desafios financeiros e parcerias consolidadas
Apesar da relevância social, o Ipaese enfrenta desafios diários para manter as portas abertas, sobrevivendo essencialmente de doações voluntárias e emendas parlamentares. Segundo a direção, o Instagram oficial da instituição tornou-se o principal canal de divulgação para captar novos apoiadores e doadores.
Durante o encontro, o comunicador relembrou parcerias históricas com a instituição, a exemplo do convênio firmado durante sua gestão como prefeito de Nossa Senhora do Socorro, que garante até hoje o transporte adaptado dos estudantes do município até a sede do Ipaese.
“É emocionante retornar aqui e ver que os frutos de um trabalho plantado no passado continuam gerando impacto positivo. Socorro mantém esse transporte essencial para garantir que os alunos cheguem à sala de aula. Precisamos sensibilizar outras gestões municipais para que sigam esse exemplo”, destacou Fábio.
Políticas públicas com escuta ativa
A visita também propiciou um debate sobre as especificidades da comunidade surda e a necessidade de políticas públicas regionalizadas. Foi debatida a diferença entre as demandas de pessoas que nasceram surdas (e têm na Libras sua primeira língua) e daquelas que perderam a audição ao longo da vida.
Para Fábio Henrique, pré-candidato a deputado estadual, a experiência do Ipaese serve como modelo para fortalecer a rede pública de ensino e a assistência social em Sergipe.
“Compreendo que a verdadeira inclusão começa ao entendermos que pessoas diferentes precisam de respostas diferentes. O primeiro passo é ouvir quem dedica a vida a essa missão. O Ipaese realiza um trabalho belíssimo e nosso objetivo é contribuir para ampliar esse debate, levando esse conhecimento para mais escolas e serviços de todo o estado”, afirmou Fábio.
Texto e foto assessoria
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Educação inclusiva começa pelo direito à linguagem, defende Fábio Henrique em visita ao Ipaese
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Fonte: Faxaju