Governo atualiza ‘lista suja’ do trabalho escravo; uma em Sergipe

O Governo Federal divulgou, nesta segunda-feira (06), a atualização do Cadastro de Empregadores que tenham submetido trabalhadores a condições análogas à escravidão, ou  “lista suja”, como é conhecida.

Foram adicionados 169 novos empregadores ao cadastro, o que representa um aumento de 6,28% em relação à última atualização. Desse total, 102 são pessoas físicas (patrões) e 67 são empresas (pessoas jurídicas).

A nova versão inclui uma empregadora de Sergipe. Entre os registros, está o de uma empregadora sergipana cuja inclusão foi efetivada em 6 de abril de 2026, após o esgotamento de todas as etapas previstas no trâmite administrativo.

Entre os novos nomes incluídos estão o cantor Amado Batista e a montadora chinesa de carros elétricos BYD.

Com a atualização, o total de empregadores listados passa a cerca de 613.

Nessa nova atualização, as atividades econômicas com o maior número de empregadores incluídos na lista foram:

Serviços domésticos (23);

Criação de bovinos para corte (18);

Cultivo de café (12);

Construção de edifícios (10);

Serviço de preparação de terreno, cultivo e colheita (6).

No total, os novos casos incluídos no cadastro resultaram no resgate de 2.247 trabalhadores em situações de exploração e de trabalho análogo à escravidão.

Os casos incluídos nesta atualização ocorreram entre 2020 e 2025, em 22 unidades da Federação. Os estados com maior número de empregadores foram:

  1. Minas Gerais (35);
  2. São Paulo (20);
  3. Bahia (17);
  4. Paraíba (17);
  5. Pernambuco (13);
  6. Goiás (10);
  7. Mato Grosso do Sul (10);
  8. Rio Grande do Sul (9);
  9. Mato Grosso (7);
  10. Paraná (6);
  11. Pará (5);
  12. Santa Catarina (4);
  13. Maranhão (4);
  14. Acre (2);
  15. Distrito Federal (2);
  16. Espírito Santo (2);
  17. Rio de Janeiro (2);
  18. Amazonas (1);
  19. Ceará (1);
  20. Rondônia (1);
  21. Sergipe (1).