Maio Roxo chama a atenção para a fibromialgia, no estado de Sergipe

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Maio é o mês dedicado à conscientização sobre a fibromialgia, síndrome crônica caracterizada por dores musculoesqueléticas generalizadas, fadiga intensa e alterações cognitivas. A campanha Maio Roxo tem como objetivo dar visibilidade às pessoas que convivem com a chamada “dor invisível”, além de ampliar o debate sobre acolhimento, diagnóstico precoce, garantia de direitos e qualidade de vida.

No Brasil, cerca de 6 milhões de pessoas convivem com a condição, segundo dados da Sociedade Brasileira de Reumatologia. Em 2023, a Lei nº 9.293/2023 reconheceu os mesmos direitos e garantias das pessoas com deficiência às pessoas com fibromialgia em todo o território de Sergipe e, em 2025, a síndrome passou a ser reconhecida como condição de deficiência por meio da Lei 15.176/2025 em todo o território nacional, avanço considerado importante para assegurar maior proteção social e acesso a direitos.

Embora não provoque alterações físicas aparentes, a síndrome compromete significativamente a rotina dos pacientes. Entre os sintomas mais comuns, estão dores crônicas, cansaço excessivo, distúrbios do sono, dificuldade de concentração e sensibilidade elevada ao toque, fatores que dificultam uma rotina social participativa.

Em Aracaju, uma das iniciativas voltadas à conscientização será realizada no RioMar Shopping, em parceria com o Laboratório de Pesquisas em Neurociência (Lapene) da Universidade Federal de Sergipe (UFS). A ação educativa acontece no dia 25 de maio e contará com Mestres e Doutores de programas de pós-graduação em Ciências da Saúde e Ciências Fisiológicas e estudantes do curso de Fisioterapia da UFS, orientando o público sobre sintomas, diagnóstico, tratamento e cuidados relacionados à síndrome, para crianças, adolescentes e adultos. A atividade, que integra a programação alusiva ao Dia Mundial da Fibromialgia, celebrado em 12 de maio, acontece no Piso L1, próximo à loja Vivo, na Praça de Eventos Rio.

“Pessoas com fibromialgia enfrentam diariamente inúmeros desafios por conta dos sintomas invisíveis. Isso provoca estigma e incompreensão social, questionamentos sobre a legitimidade da dor, subestimação do impacto funcional da doença e, até, dificuldades no acesso a direitos e adaptações”, afirma a professora doutora Josi DeSantana, coordenadora do Lapene.

A especialista destaca ainda que a síndrome costuma se manifestar entre os 30 e 60 anos e apresenta maior incidência entre as mulheres, embora homens e crianças também possam desenvolver a condição. “Como a doença não apresenta sinais físicos aparentes, muitas vezes, os relatos dos pacientes acabam não sendo levados a sério”, pontua.

Segundo a profissional, o diagnóstico é eminentemente clínico e realizado por meio de avaliação médica detalhada e testes específicos. “Como a fibromialgia não provoca alterações em exames laboratoriais ou de imagem, o diagnóstico depende principalmente da escuta atenta ao paciente e da análise dos sintomas apresentados”, explica.

“A dor pode ser invisível, mas o paciente não. Apoiar o Maio Roxo é transformar a incompreensão em acolhimento e respeito e é também alertar a população sergipana sobre esse problema que é real”, relata.

Lotti+Caldas Comunicação – foto assessoria

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Fonte: Faxaju