OAB SERGIPE SOLICITA AO TJSE REVISÃO DE PROCEDIMENTO PARA GARANTIR SUSTENTAÇÃO ORAL NA CÂMARA CRIMINAL

OAB SERGIPE SOLICITA AO TJSE REVISÃO DE PROCEDIMENTO PARA GARANTIR SUSTENTAÇÃO ORAL NA CÂMARA CRIMINAL traz detalhes relevantes sobre o assunto e contextualiza o tema para os leitores.

A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Sergipe (OAB/SE) solicitou ao Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe (TJSE) a revisão do procedimento adotado nas sessões de julgamento da Câmara Criminal para a realização das sustentações orais. A iniciativa tem como objetivo assegurar o pleno exercício das prerrogativas da advocacia, garantindo que a presença do advogado ou da advogada seja verificada no momento em que o respectivo processo for apregoado, em observância à ordem previamente estabelecida na pauta de julgamento.

A manifestação foi encaminhada ao presidente da Câmara Criminal do TJSE, desembargador Gilson Félix dos Santos, por meio do Ofício GP nº 834/2026, após a OAB Sergipe receber relatos de profissionais sobre a sistemática atualmente adotada. O tema também foi levado ao Conselho Seccional e, após deliberação do Pleno da OAB/SE, foi aprovada, por unanimidade, a adoção das medidas administrativas cabíveis.

OAB SERGIPE SOLICITA AO TJSE REVISÃO DE PROCEDIMENTO PARA GARANTIR SUSTENTAÇÃO ORAL NA CÂMARA CRIMINAL

Atualmente, antes do início das sessões, é realizada uma chamada para verificar a presença dos profissionais inscritos para sustentação oral. Segundo os relatos encaminhados à Ordem, quando o advogado ou a advogada não está presente até a abertura da sessão, às 8h, o processo pode ser antecipado e julgado, mesmo ocupando posição posterior na pauta previamente publicada.

Para o presidente da OAB Sergipe, Danniel Costa, a busca por maior organização e celeridade das sessões deve estar alinhada ao respeito às prerrogativas profissionais e às garantias do devido processo legal.

“A sustentação oral é uma prerrogativa da advocacia e um importante instrumento para o exercício do contraditório e da ampla defesa. A OAB Sergipe compreende e valoriza a necessidade de organização e celeridade das sessões, mas entende que esses objetivos podem e devem ser alcançados sem restringir o pleno exercício profissional. Nossa atuação busca justamente construir, por meio do diálogo institucional, uma solução que concilie eficiência, segurança jurídica e respeito às prerrogativas da advocacia”, afirma Danniel Costa.

Respeito à ordem da pauta

No ofício encaminhado ao Tribunal, a OAB Sergipe defende que a verificação da presença do profissional inscrito para sustentação oral ocorra no momento em que o respectivo processo for chamado para julgamento, conforme a ordem estabelecida na pauta.

A Seccional ressalta que a pauta previamente publicada garante previsibilidade e segurança jurídica aos advogados, às partes e aos demais atores processuais. Assim, o profissional que comparecer antes do pregão de seu processo deve ter preservado o direito de realizar a sustentação oral, ainda que não estivesse presente na abertura da sessão.

A entidade também destaca que a adoção de medidas voltadas à organização dos trabalhos é legítima, desde que não resulte na inversão da ordem da pauta nem na restrição ao exercício das prerrogativas da advocacia.

Diálogo institucional

Como parte da atuação institucional em torno do tema, o presidente da OAB Sergipe, Danniel Costa, e o diretor Jurídico da Seccional, Leonardo Oliveira, estiveram pessoalmente no Tribunal de Justiça de Sergipe para tratar da questão e deliberar sobre o procedimento adotado nas sessões da Câmara Criminal, reforçando a busca por uma solução construída por meio do diálogo institucional.

Entre as providências solicitadas, a OAB Sergipe requer a revisão da sistemática que permite o julgamento antecipado de processos em razão da ausência do advogado ou da advogada no início da sessão. A proposta é que a presença seja aferida apenas no momento do pregão do respectivo processo e, caso o profissional não esteja presente nessa ocasião, a sustentação oral seja considerada prejudicada, permitindo o regular prosseguimento do julgamento.

A Seccional também propõe a abertura de um canal permanente de diálogo com a Câmara Criminal para a construção conjunta de soluções que conciliem a eficiência das sessões com o pleno respeito às prerrogativas da advocacia.

Como alternativa, a Ordem sugere a adoção de mecanismo de saneamento da pauta semelhante ao utilizado pelas Câmaras Cíveis do próprio TJSE, preservando a ordem dos julgamentos e contribuindo para maior eficiência na condução das sessões.

“Temos plena confiança no diálogo com o Tribunal de Justiça e na construção de uma solução institucional. A defesa das prerrogativas não representa a defesa de interesses individuais da advocacia. Quando asseguramos o direito de defesa e a possibilidade de manifestação do advogado perante o colegiado, estamos protegendo também os direitos do cidadão que ele representa. A OAB Sergipe continuará vigilante e atuante para que essas garantias sejam integralmente respeitadas”, reforça Danniel Costa.

A OAB Sergipe permanece à disposição do Tribunal de Justiça para a realização de reunião institucional e para a construção conjunta de medidas que garantam maior eficiência aos julgamentos, sem prejuízo ao pleno exercício das prerrogativas da advocacia.

Por Karla Pinheiro – Ascom OAB/SE

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Fonte: Faxaju