Prefeitura iniciará vacinação de crianças e professores nas escolas da rede municipal

Vacinar é proteger vidas e fortalecer a saúde coletiva. A Prefeitura de Aracaju, por meio da Secretaria Municipal da Saúde de Aracaju (SMS) e da Secretaria Municipal da Educação de Aracaju (Semed), iniciará, nesta terça-feira, 7, a vacinação de crianças e professores da rede municipal de ensino, com aplicação direta nas unidades escolares. A ação começará pela Emef Dr. José Calumby, situada no bairro 17 de Março, e seguirá para as demais unidades conforme cronograma e rotina escolar ao longo dos meses de abril e maio.

A iniciativa integra o Programa Saúde na Escola (PSE) para o biênio 2025-2026 e, neste primeiro momento, terá como foco a Campanha de Vacinação contra a Influenza, considerando o cenário de sazonalidade e o aumento das síndromes respiratórias. A vacinação será realizada nas escolas, nos turnos da manhã e da tarde, das 8h às 12h, e das 13h30 às 16h, contemplando crianças de 6 meses a menores de 6 anos (5 anos, 11 meses e 29 dias) e professores da rede municipal. Para o público infantil, é obrigatório apresentar o termo de autorização assinado pelos pais ou responsáveis, cartão de vacina original e documento de identificação. Já para os adultos, é exigido apenas o cartão de vacina e documento de identidade.

De acordo com a assessora técnica do Programa Saúde na Escola, Aline Guimarães, a estratégia foi construída de forma integrada entre as equipes de saúde e educação para ampliar o acesso à imunização. “A vacinação nas escolas é fundamental para ampliar a cobertura vacinal, facilitando o acesso direto de crianças e adolescentes no ambiente onde passam a maior parte do tempo. A prioridade neste primeiro momento será a vacinação com foco na campanha da influenza. Estamos em um período de sazonalidade e a ideia é iniciar o quanto antes essas ações para garantir a imunidade das crianças”, afirmou.

A coordenadora de Políticas Educacionais para a Diversidade, Valdeci Santos, ressalta o papel da escola como espaço para ações de saúde e aponta os desafios encontrados para promover a imunização dentro do ambiente escolar. “Pensando em 2025, tivemos dificuldades em ter a liberação dos pais através do termo de consentimento vacinal. A escola é um ambiente onde as crianças passam a maior parte do tempo. A vacinação nesse espaço é uma medida importante para ampliar a cobertura e reduzir casos de gripe, especialmente com a proximidade do inverno. Casos de adoecimento podem ser evitados com a vacinação no tempo adequado e seguidos os cuidados orientados pela escola”, pontuou.

Aline também reforça a importância do envolvimento das famílias no processo. “A assinatura do termo de autorização é essencial para garantir a legalidade e a segurança do processo de imunização no ambiente escolar. Por isso, é fundamental que os pais enviem a documentação necessária. Vacinas salvam vidas e queremos atingir o maior público possível”, destacou.

Segundo a gerente de imunização da SMS, Aizla Carolainy Santos, o trabalho de captação prévia dos estudantes é essencial. “Muitos pais encontram dificuldades para comparecer às unidades de saúde para estar fazendo essa atualização. E esse momento dentro da unidade de ensino, é justamente para captar essa criança que não se vacinou e possa estar fazendo essa administração de vacinas no tempo oportuno”, enfatizou.

E ainda reforça a importância de estar atento quanto ao termo de autorização e, caso haja alguma restrição, informem na declaração. “A imunização é o meio mais eficaz de se proteger contra inúmeras doenças, muitas delas já foram erradicadas pelo processo de vacinação. Portanto, é importante que os pais participem e entendam esse processo”, disse.

Já a diretora do Departamento de Educação da Semed, Osvaldina Ribeiro, orienta sobre os cuidados necessários com as crianças durante a rotina escolar. “Pedimos que os pais evitem enviar seus filhos à escola caso apresentem sintomas como febre, gripe ou resfriado, para garantir a segurança de todos e quebrar o ciclo de transmissão. Nossos professores, cuidadores e o pessoal de apoio, também, porque evita de se propagar uma situação que pode ficar mais generalizada, comprometendo a saúde e o bem-estar da uma coletividade”, alertou.

Além da vacina contra a influenza, todas as vacinas do Programa Nacional de Imunizações estarão disponíveis nas escolas, com exceção da vacina contra a dengue, que continuará sendo aplicada exclusivamente nas Unidades de Saúde da Família. A ação atende à Lei Federal nº 14.886/2024, que institui a vacinação em escolas públicas como estratégia para assegurar o direito à imunização e fortalecer os indicadores de saúde de crianças e adolescentes.

Foto: Ascom/SMS