Alunas de Jornalismo da UFS representam o Nordeste em prêmio do Instituto Vladimir Herzog

Alunas de Jornalismo da UFS representam o Nordeste em prêmio do Instituto Vladimir Herzog apresenta os principais desdobramentos e reforça a importância do assunto.

Três estudantes do curso de Jornalismo da Universidade Federal de Sergipe (UFS) venceram a etapa regional da 18ª edição do Prêmio Fernando Pacheco Jordão para Jovens Jornalistas, promovido pelo Instituto Vladimir Herzog. Com a pauta “Sergipe e os ‘vampiros de recursos naturais’ na corrida da IA”, as alunas Ana Paula Rocha de Souza, Rossella Cecília de Souza Santos e Sarah Juliane Lima Silva foram selecionadas para representar a Região Nordeste na premiação nacional.

O projeto investiga como a corrida global pela Inteligência Artificial (IA) está diretamente ligada à exploração intensiva de recursos naturais, como água e energia, tendo Sergipe como ponto de partida para a discussão. O trabalho foi desenvolvido sob orientação da professora Ana Carolina Vanderlei Cavalcanti.

Alunas de Jornalismo da UFS representam o Nordeste em prêmio do Instituto Vladimir Herzog

Ao todo, 110 propostas de diferentes estados brasileiros foram inscritas na premiação, que neste ano tem como tema “O Brasil e a Agenda 2030 da ONU: desafios do desenvolvimento sustentável”. Apenas cinco equipes foram selecionadas, uma por região do país.

Além do reconhecimento nacional, as estudantes receberão apoio financeiro de R$ 6 mil e mentoria especializada para transformar a pauta em uma produção audiovisual, no formato de reportagem ou documentário. Os trabalhos serão apresentados em agosto, durante cerimônia realizada em São Paulo.

A professora orientadora, Ana Carolina Vanderlei Cavalcanti, destacou a importância da conquista para a formação acadêmica e profissional das estudantes. “Eu oriento essa equipe, na verdade essa equipe se formou e me escolheu como orientadora desse processo. A gente enviou uma pauta e ela foi escolhida como representante da região Nordeste para ser produzida com aporte financeiro do prêmio e também com uma mentoria especializada. Esse reconhecimento mostra que formamos profissionais conscientes dos desafios que o Brasil enfrenta”, afirmou.

Para Ana Paula Rocha, a seleção representa não apenas uma conquista pessoal, mas também a valorização do jornalismo produzido em Sergipe. “Ter sido selecionada é uma das maiores alegrias nesses primeiros meses de curso, ainda mais sendo a primeira vez que Sergipe tem estudantes selecionados nesse prêmio. Infelizmente, Sergipe é um estado que raramente figura nos veículos de alcance nacional. Para mim, pautá-lo é prioridade”, disse.

A estudante também destacou a importância da formação prática e coletiva na sua trajetória. “Tudo que sei do fazer jornalístico até o presente momento devo à Mangue Jornalismo, veículo sergipano do qual faço parte e que há quase três anos serve de escola para mim. Estar na graduação em Jornalismo da UFS soma muito a essa experiência”, acrescentou.

Rossella Cecília ressaltou o peso simbólico de representar o Nordeste em uma premiação nacional voltada ao jornalismo investigativo e aos direitos humanos. “Fico imensamente feliz de participar de um prêmio de um instituto que se preocupa verdadeiramente com a qualidade do jornalismo investigativo brasileiro. Representar o Nordeste é a certeza de que o bom jornalismo é feito por gente compromissada e obcecada pela boa apuração”, afirmou.

Já Sarah Juliane definiu a conquista como resultado da relevância da pauta escolhida e do compromisso coletivo das estudantes com a profissão. “É uma honra e um prazer imenso ganhar esse prêmio ao lado das minhas colegas. Essa conquista representa a força e a relevância da pauta que escolhemos. Representar a UFS e o Nordeste nessa premiação é saber que jornalismo é responsabilidade, escuta e coragem”, destacou.

Ascom UFS – arquivo pessoal

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Fonte: Faxaju