ALTA NOS PEDIDOS DE RECUPERAÇÃO JUDICIAL NO AGRO ACENDE ALERTA SOBRE CUSTOS E ENDIVIDAMENTO DO SETOR

ALTA NOS PEDIDOS DE RECUPERAÇÃO JUDICIAL NO AGRO ACENDE ALERTA SOBRE CUSTOS E ENDIVIDAMENTO DO SETOR apresenta os principais desdobramentos e reforça a importância do assunto.

O agronegócio brasileiro registrou um aumento expressivo nos pedidos de recuperação judicial nos últimos anos, refletindo um cenário de pressão financeira crescente sobre produtores rurais. Segundo levantamento divulgado pela Serasa Experian, o setor atingiu recorde em 2025, com 1.990 solicitações, alta significativa em relação aos anos anteriores.

O movimento não é pontual. Na análise do especialista em Direito Civil e Processo Civil da Minuzzo Advogados Associados, Alisson Almeida, o aumento é resultado de um acúmulo de fatores estruturais que vêm se intensificando desde pelo menos 2021.

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“O crescimento dos pedidos de recuperação judicial é consequência direta do aumento do custo de produção ao longo dos últimos anos, especialmente com insumos atrelados ao mercado internacional, como fertilizantes, sementes e combustíveis”, analisa.

O especialista também aponta a queda no valor das commodities, eventos climáticos extremos e endividamento crescente como fatores que impulsionaram esse resultado.

Dinâmica do setor como agravante

A dinâmica do setor agrário amplia o impacto financeiro. Muitos contratos são estruturados com base na própria produção, ou seja, o pagamento é feito em sacas de grãos.

Com isso, quando há quebra de safra ou perda de produtividade, o produtor não consegue honrar compromissos, gerando um efeito cascata de inadimplência.

“Se a safra não entrega o esperado, o produtor fica em débito com fornecedores, bancos e arrendamentos. Isso compromete toda a cadeia financeira e pode levar à necessidade de proteção judicial”, explica Alisson.

Recuperação judicial: solução ou último recurso?

Segundo o especialista da Minuzzo, a recuperação judicial deve ser avaliada com cautela. “Nem todo endividamento exige recuperação judicial. É preciso avaliar a real capacidade de pagamento e buscar soluções menos drásticas antes”, orienta.

Ele explica que, em muitos casos, existem caminhos prévios que podem evitar a judicialização como renegociação direta com credores, revisão de contratos com juros abusivos, reestruturação financeira com apoio contábil e análise estratégica da dívida.

Apesar da recuperação judicial ser um mecanismo legal para reorganização financeira, que permite a suspensão das cobranças por 180 dias e a possibilidade de negociação coletiva com credores, o seu processo pode perdurar por anos.

“O processo exige prestação detalhada de contas, fiscalização por administrador judicial, aprovação do plano pelos credores e cumprimento obrigatório das condições estabelecidas. Caso contrário, há risco de falência. Tudo isso pode se desenrolar por anos”, conclui Alisson Almeida.

Sobre a Minuzzo Advogados

A Minuzzo Advogados Associados é uma estrutura de alta performance jurídica construída para o empresário e para as empresas. Com atuação nacional em Direito Societário, Tributário, Trabalhista e Cível, o escritório opera na interseção entre técnica jurídica de excelência e visão estratégica de negócios, assessorando mais de 30 empresas e supervisionando mais de 450 contratos empresariais.

Fundado pelo Dr. Guilherme Minuzzo, o escritório tem como princípio transformar cada entrega jurídica em uma decisão de crescimento — não apenas resolver problemas, mas antecipar riscos, blindar estruturas e pavimentar o caminho para que empresas se expandam com segurança. Para a sociedade sergipana e nacional, a Minuzzo representa o que o Direito Empresarial deveria sempre ser: um instrumento de desenvolvimento, não de burocracia.

Texto e foto NV Assessoria

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Fonte: Faxaju