CAMILO DENUNCIA RISCO DE SERVIDORES FICAREM SEM ASSISTÊNCIA APÓS IMPASSE ENTRE PREFEITURA E IPESAÚDE reúne informações importantes e ajuda a entender os principais pontos da notícia.
Convênio vence nesta semana e, sem renovação, mais de 3 mil vidas podem perder a assistência médica; impasse envolve dívida de cerca de R$ 14 milhões deixada pela gestão anterior
Mais de 3 mil vidas ligadas aos servidores da Prefeitura de Aracaju podem ficar sem assistência à saúde caso o convênio entre o município e o Instituto de Promoção e Assistência à Saúde dos Servidores do Estado de Sergipe (Ipesaúde) não seja renovado até o fim desta semana. O alerta foi feito pelo vereador e candidato a deputado estadual Camilo Daniel (PT), que denunciou a falta de definição sobre o futuro dos beneficiários e cobrou uma solução imediata para o impasse.

O convênio, que garante atendimento médico aos servidores municipais e seus dependentes, vence nesta sexta-feira, e ainda não há confirmação sobre a renovação. Segundo informações repassadas a representantes dos trabalhadores, a continuidade do acordo esbarra em uma dívida de aproximadamente R$ 14 milhões da Prefeitura de Aracaju com o Ipesaúde, acumulada principalmente na gestão de Edvaldo Nogueira.
A atual administração municipal teria sinalizado a disposição de quitar os valores referentes à sua própria gestão, mas a dívida anterior segue como um dos principais entraves para a renovação do convênio. O cenário cria um impasse que ameaça diretamente milhares de servidores e familiares, que podem ficar sem cobertura já na próxima semana.
Para Camilo, a situação é grave e não pode ser tratada como uma simples disputa administrativa ou financeira. “Não podemos aceitar que mais de 3 mil vidas fiquem desassistidas por causa de um impasse entre a Prefeitura e o Ipesaúde. Estamos falando de servidores e de suas famílias, de pessoas que dependem desse convênio para fazer tratamentos, realizar consultas, exames e garantir a continuidade da assistência médica. Uma dívida precisa ser negociada e resolvida, mas a população e os servidores de Aracaju não podem pagar essa conta com a perda do direito à saúde”, afirmou.
O vereador também criticou a falta de planejamento da gestão municipal diante de uma situação que já era conhecida desde o ano passado. À época, alternativas como a abertura de outros convênios de saúde chegaram a ser discutidas, mas nenhuma solução concreta foi implementada.
Camilo Daniel defendeu que a Prefeitura e o Governo do Estado construam um entendimento urgente, inclusive com a possibilidade de negociação da dívida, para assegurar a continuidade do atendimento.
“É preciso sensibilidade e responsabilidade para resolver esse problema. A Prefeitura precisa assumir a sua responsabilidade e buscar um acordo, e o Governo do Estado também precisa compreender que estamos falando de milhares de pessoas. O que não pode acontecer é uma dívida administrativa se transformar em abandono dos trabalhadores”, declarou.
Texto e foto assessoria
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Fonte: Faxaju