CAMILO ALERTA PARA RISCO DE SERVIDORES DE ARACAJU FICAREM SEM PLANO DE SAÚDE E COBRA SOLUÇÃO DA PMA traz detalhes relevantes sobre o assunto e contextualiza o tema para os leitores.
O vereador Camilo Daniel (PT) denunciou, nesta quarta-feira, 26, na Câmara Municipal de Aracaju, o risco de descontinuidade do convênio entre a Prefeitura de Aracaju e o Ipesaúde. Segundo o parlamentar, o prazo do acordo se encerra no próximo dia 29 e, sem uma solução, mais de 3 mil vidas atendidas pelo plano podem ficar desassistidas.
Camilo destacou que o impasse envolve uma dívida milionária da Prefeitura com o instituto, resultado de uma disputa judicial relacionada aos repasses incidentes sobre férias e 13º salário. Para o vereador, a situação poderia ter sido resolvida com antecedência, já que o débito era conhecido há mais de um ano.

“A gente precisa da sensibilidade do governo e de planejamento da Prefeitura. A necessidade de negociação sobre essa dívida já era conhecida, mas o prazo está chegando e são milhares de vidas em risco. Não podemos permitir que os servidores fiquem sem plano de saúde. É preciso construir uma solução urgente”, afirmou Camilo.
O vereador reforçou que a Prefeitura precisa agir com urgência para evitar a desassistência dos servidores. “Nosso lado é o lado do trabalhador e da trabalhadora. Nós vamos continuar junto dos servidores e cobrando uma solução”, apontou.
Sepuma e Prefeitura
Em aparte, o vereador Isac Silveira relatou que o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Aracaju (Sepuma) está em diálogo com a Prefeitura para buscar uma solução. Segundo ele, a entidade já discutiu alternativas para o pagamento da dívida, mas agora trabalha contra o tempo diante da proximidade do fim do convênio.
“O Sepuma está tendo uma reunião com a prefeita para encontrar a solução. Se não tivermos uma resposta, vamos entrar no circuito para ajudar na resolutividade desse problema”, disse Isac.
Impasse no pagamento
Já o vereador Elber Batalha explicou o principal ponto do imbróglio. Segundo ele, após o fim da disputa judicial, o Ipesaúde passou a cobrar o valor devido, mas a Prefeitura estaria tentando encaminhar o débito para precatório. A alternativa apresentada pelo Estado, por sua vez, seria a renovação do convênio com o parcelamento da dívida em 12 vezes.
“O governador disse: ‘Eu parcelo de 1 milhão por mês para pagar em 12 vezes, sem problema nenhum’. O que o Estado não pode é abrir mão desse valor”, afirmou Elber, ao destacar que o Governo de Sergipe demonstrou disposição para construir uma solução.
Trabalhadores não podem ser penalizados
A vereadora Sônia Meire também se somou ao alerta e defendeu que os trabalhadores não sejam responsabilizados pelo impasse. “Quem deve, tem que pagar. Não são os trabalhadores que devem pagar. A prefeita precisa dar uma resposta, fazer uma proposta de parcelamento e discutir com o governador”, declarou.
Texto e foto Débora Zoe – assessoria parlamentar
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Fonte: Faxaju