Aracaju cresce em qualidade de vida e alcança 3ª colocação do NE em levantamento nacional

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Aracaju conquistou a 3ª melhor posição do Nordeste e ocupa o 14º lugar entre todas as capitais do país no Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2026. O levantamento, que aponta os municípios com melhor e pior qualidade de vida, revelou que a capital sergipana registrou um avanço em sua pontuação, subindo de 65,73 para 66,35 pontos entre 2025 e 2026.

Com esse resultado, Aracaju se posiciona à frente de outras capitais da região, como Recife, Maceió e Salvador e mantém um índice significativamente superior à média nacional, que fechou em 63,40 pontos.

Para a prefeita Emília Corrêa, o resultado consolida o planejamento estratégico da administração municipal e comprova a eficácia das políticas públicas recentes, sobretudo na área de inclusão.

“Esse avanço na pontuação mostra que estamos no caminho certo, investindo onde a população mais precisa. Isso prova que Aracaju é uma cidade que acolhe, que valoriza a diversidade, a cultura e que gera espaço para o crescimento de todos. Nosso compromisso é continuar subindo degraus para transformar esses índices em ainda mais bem-estar no dia a dia do aracajuano”, destacou.

Divulgado pelo instituto Imazon em parceria com outras organizações, o estudo avalia a capacidade de uma sociedade em atender às necessidades humanas básicas, garantir bem-estar e ampliar oportunidades para a população.

O levantamento analisou os 5.570 municípios brasileiros, incluindo as 27 capitais, utilizando uma escala de 0 a 100. O cálculo é baseado em 57 indicadores sociais e ambientais, extraídos de fontes públicas oficiais como DataSUS, IBGE, Inep e MapBiomas.

Os dados são organizados em três grandes dimensões: Necessidades Humanas Básicas (fatores como segurança e moradia); Fundamentos do Bem-estar (acesso à saúde e educação); e Oportunidades (inclusão social e direitos).

O destaque da capital sergipana ficou para a dimensão de Oportunidades, na qual Aracaju alcançou a 89ª posição entre os municípios do país. Dentro desse pilar, os principais pontos fortes da cidade foram a existência de ações voltadas aos direitos de minorias, o acesso à cultura, lazer e esporte, e o índice de profissionais empregados com ensino superior.

Essa conquista vem em linha com indicativos positivos já verificado nos últimos meses. O acesso à cultura, esporte e lazer foi potencializado com a descentralização de eventos, levados diretamente aos bairros. Essa estratégia de aproximar a administração pública da população ganha força com a revitalização e requalificação de praças e parques, transformando os espaços públicos em áreas seguras de convivência, integração social e promoção do bem-estar coletivo.

Na área da assistência social, a Prefeitura implementou a Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (Ciptea) e promoveu o projeto Cras Itinerante, que levou os serviços do Centro de Referência da Assistência Social (como Cadastro Único, BPC e PAIF) para mais perto das comunidades, junto a oficinas e atividades culturais.

A participação popular e o debate democrático foram resgatados com a realização de oito conferências municipais nas áreas de Direitos da Pessoa Idosa, Segurança Alimentar e Nutricional, Promoção da Igualdade Racial, Cidades, Saúde e Meio Ambiente. O município também voltou a realizar a conferência de Política para Mulheres e promoveu a inédita primeira conferência municipal LGBTQIAPN+.

A estrutura administrativa do município foi modernizada para dar mais eficiência a essas pautas, resultando na criação da Secretaria da Mulher, da Secretaria de Direitos da Pessoa com Deficiência e da Secretaria da Cultura.

Entre as entregas físicas recentes voltadas à dignidade social estão a inauguração da nova sede do Centro de Referência Especializado para Pessoas em Situação de Rua (Centro POP) e a abertura do Centro de Triagem de Resíduos Sólidos, estrutura que irá beneficiar diretamente 425 catadores autônomos com ações de inclusão social e produtiva.

De 2025 até o início de maio de 2026, 9.896 novos trabalhadores foram inseridos no mercado formal da cidade. Somente em 2026, o saldo já chega a 2.271 vagas com carteira assinada, sendo 1.129 geradas apenas no mês de março, segundo dados do Novo Caged, do Ministério do Trabalho e Emprego.

Foto: André Moreira

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Fonte: Faxaju